{"id":2340,"date":"2020-09-30T15:04:57","date_gmt":"2020-09-30T18:04:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/?p=2340"},"modified":"2020-09-30T15:50:45","modified_gmt":"2020-09-30T18:50:45","slug":"republica-cicero-iv-conclusoes-sobre-polibios-e-cicero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/2020\/09\/30\/republica-cicero-iv-conclusoes-sobre-polibios-e-cicero\/","title":{"rendered":"Rep\u00fablica &#8211; C\u00edcero IV &#8211; Conclus\u00f5es sobre Pol\u00edbios e C\u00edcero"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Rep\u00fablica - Conclus\u00f5es sobre Pol\u00edbios e C\u00edcero\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sikXnfw0nRg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00edntese<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Argumento de C\u00edcero sobre a origem das sociedades humanas. Argumento distinto do argumento de Pol\u00edbios (utilitarista), em C\u00edcero a conviv\u00eancia \u00e9 da natureza humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A primeira causa dessa agrega\u00e7\u00e3o de uns homens a outros \u00e9 menos a sua debilidade do que um certo instinto de sociabilidade a todos inato. A esp\u00e9cie humana n\u00e3o nasceu para o isolamento e para a vida errante, mas com uma disposi\u00e7\u00e3o que, mesmo na abund\u00e2ncia de todos os bens, a leva a procurar o apoio comum.&#8221; (De Re Publica, I, XXV, 39.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiros registros da palavra constitui\u00e7\u00e3o (constitutio)com o sentido pr\u00f3ximo ao atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Cada vez parece mais certa a frase de Cat\u00e3o, a constitui\u00e7\u00e3o (constitutio) da Rep\u00fablica n\u00e3o foi obra de um homem nem de um tempo.&#8221; (De Re Publica, II, XXI, 37.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Direito supraestatal (natural) em C\u00edcero:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A reta raz\u00e3o (recta ratio) conforme \u00e0 natureza, gravada em todos os cora\u00e7\u00f5es, imut\u00e1vel, eterna, cuja voz ensina e prescreve o bem, afasta do mal que pro\u00edbe e, ora com seus mandados, ora com suas proibi\u00e7\u00f5es, jamais se dirige inutilmente aos bons, nem fica impotente ante os maus. Essa lei n\u00e3o pode ser contestada, nem derrogada em parte, nem anulada; n\u00e3o podemos ser isentos de seu cumprimento pelo povo nem pelo Senado; n\u00e3o h\u00e1 que procurar para ela outro comentador nem int\u00e9rprete; n\u00e3o \u00e9 uma lei em Roma e outra em Atenas, uma antes de outra depois, mas una, sempiterna e imut\u00e1vel, entre todos os povos e em todos os tempos.&#8221; (De Re Publica, III, XVI, 33.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conclus\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os gregos ou romanos \u00e9 matar ou morrer. A civiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um dado como \u00e9 para n\u00f3s. O caos e a barb\u00e1rie est\u00e3o logo ali. Eles est\u00e3o cheios de exemplos disso o tempo todo, nos v\u00e1rios povos conquistados, nas v\u00e1rias cidades destru\u00eddas, nos desastres naturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pensamento constitucional de Pol\u00edbio e C\u00edcero influenciou as constitui\u00e7\u00f5es modernas: divis\u00e3o de poderes, direito de apela\u00e7\u00e3o, freios e contrapesos, necessidade de manutena\u00e7\u00e3o da estabilidade institucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A discuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de &#8220;grandes homens&#8221;, mas de institui\u00e7\u00f5es. A discuss\u00e3o institucional \u00e9 pobre. Discutimos pessoas no Brasil.<br>&#8220;o esplendor das cidade dos tebanos decorreu n\u00e3o de sua constitui\u00e7\u00e3o, mas de seus homens&#8221; (Pol\u00edbio 338). Assim tamb\u00e9m com Atenas. Mas isso n\u00e3o dura: p. 339 Atenas nau sem dono<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os argumentos de Pol\u00edbio e C\u00edcero s\u00e3o sobretudo justificativas para o imperialismo Romano. Como temos a constitui\u00e7\u00e3o que permitiu a conquista somos merecedores da conquista. Como somos merecedores temos o dever de conquistar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias e Leitura<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8133\/tde-25042013-120804\/publico\/2012_IsadoraPrevideBernardo_VCorr.pdf\" target=\"_blank\">Da Rep\u00fablica \u2013 C\u00edcero<\/a>&nbsp;[Portugu\u00eas e Latim] \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o de Isadora Pr\u00e9vide Bernardo\u2013 Biblioteca de teses da USP. Tradu\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas primeiros livros. Diga-se, esses tr\u00eas primeiros livros s\u00e3o os mais significativos para o estudo da pol\u00edtica e da constitui\u00e7\u00e3o romanas. \u00d3tima introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 obra acompanha a tradu\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Argumento de C\u00edcero sobre a origem das sociedades humanas. Argumento distinto do argumento de Pol\u00edbios (utilitarista), em C\u00edcero a conviv\u00eancia \u00e9 da natureza humana.<\/p>\n<p>&#8220;A primeira causa dessa agrega\u00e7\u00e3o de uns homens a outros \u00e9 menos a sua debilidade do que um certo instinto de sociabilidade a todos inato. 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