{"id":3425,"date":"2026-02-19T15:48:14","date_gmt":"2026-02-19T18:48:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/?p=3425"},"modified":"2026-03-30T15:40:06","modified_gmt":"2026-03-30T18:40:06","slug":"calendario-de-aulas-2026-01-temas-teoria-estado-ppgd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/2026\/02\/19\/calendario-de-aulas-2026-01-temas-teoria-estado-ppgd\/","title":{"rendered":"Calend\u00e1rio de Aulas &#8211; 2026\/01 &#8211; DIR868 \u2013 TEMAS DE TEORIA DO ESTADO (PPGD)"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ementa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A disciplina prop\u00f5e uma investiga\u00e7\u00e3o interdisciplinar sobre o conceito de soberania a partir de suas bases hist\u00f3ricas, jur\u00eddicas, materiais e tecnol\u00f3gicas. O curso inicia com a an\u00e1lise do Estado moderno como forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica europeia e examina o surgimento do conceito de soberania no contexto das guerras religiosas e da consolida\u00e7\u00e3o do sistema estatal moderno. A partir de autores como Jean Bodin e Carl Schmitt, ser\u00e3o discutidos os fundamentos jur\u00eddicos, territoriais e simb\u00f3licos da soberania, bem como a constitui\u00e7\u00e3o da ordem internacional do <em>jus publicum europaeum<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, a disciplina analisa a dimens\u00e3o material do sistema interestatal moderno a partir das contribui\u00e7\u00f5es da Teoria da Depend\u00eancia e da Teoria do Sistema-Mundo. Com base em autores como Andre Gunder Frank e Immanuel Wallerstein, ser\u00e1 examinada a estrutura desigual do capitalismo global e o modo como a divis\u00e3o internacional do trabalho e da produ\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica condiciona a posi\u00e7\u00e3o dos Estados no sistema mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O curso avan\u00e7a ent\u00e3o para o exame da dimens\u00e3o tecnol\u00f3gica das for\u00e7as produtivas modernas. A partir da an\u00e1lise da maquinaria e do desenvolvimento das for\u00e7as produtivas em Karl Marx, ser\u00e3o discutidos os fundamentos materiais da tecnologia na sociedade capitalista. Esse debate ser\u00e1 aprofundado com contribui\u00e7\u00f5es da filosofia da tecnologia, especialmente nas obras de Ernst Kapp, Gilbert Simondon e \u00c1lvaro Vieira Pinto, que permitem compreender a t\u00e9cnica como media\u00e7\u00e3o entre sociedade e natureza, como sistema evolutivo de objetos t\u00e9cnicos e como dimens\u00e3o estrat\u00e9gica da autonomia nacional em contextos perif\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na parte final da disciplina, essas reflex\u00f5es ser\u00e3o articuladas com a an\u00e1lise contempor\u00e2nea de sistemas sociot\u00e9cnicos complexos. A partir da literatura de engenharia de software e estudos sobre sistemas sociot\u00e9cnicos, ser\u00e3o examinadas as infraestruturas tecnol\u00f3gicas que organizam a vida econ\u00f4mica e social contempor\u00e2nea, incluindo plataformas digitais, sistemas operacionais, redes de dados, intelig\u00eancia artificial e meios digitais de pagamento. O curso discutir\u00e1 como o controle dessas infraestruturas se relaciona com novas formas de poder e depend\u00eancia tecnol\u00f3gica no sistema mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo da disciplina \u00e9 oferecer um arcabou\u00e7o te\u00f3rico que permita compreender a soberania n\u00e3o apenas como princ\u00edpio jur\u00eddico do Estado, mas como capacidade material de organiza\u00e7\u00e3o da vida social, cada vez mais condicionada pelo dom\u00ednio de sistemas t\u00e9cnicos e infraestruturas informacionais. A partir dessa perspectiva, ser\u00e3o discutidos os desafios da soberania no capitalismo contempor\u00e2neo e as implica\u00e7\u00f5es da depend\u00eancia tecnol\u00f3gica para pa\u00edses perif\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atividades<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Data<\/strong><\/td><td><strong>Conte\u00fado<\/strong><\/td><td><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>09\/03<\/td><td>Apresenta\u00e7\u00e3o da disciplina<\/td><td>Diagrama conceitual do curso<\/td><\/tr><tr><td>16\/03<\/td><td>Aula Inaugural PPGD<\/td><td>Ministra Maca\u00e9 Evaristo &#8211; Audit\u00f3rio Maximum Alberto Deodato &#8211; 19h<\/td><\/tr><tr><td>23\/03<\/td><td><strong>N\u00e3o haver\u00e1 aula<\/strong><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>30\/03<\/td><td><br>Estado como realidade hist\u00f3rica europeia<\/td><td>NOVAES, Roberto Vasconcelos. Reflex\u00f5es sobre a Hist\u00f3ria do Estado para o Cientista do Estado. <em>Revista de Ci\u00eancias do Estado<\/em>, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 1\u201338, 2025. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.35699\/2525-8036.2025.61823\">10.35699\/2525-8036.2025.61823<\/a>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/revice\/article\/view\/e61823\">https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/revice\/article\/view\/e61823<\/a>. Acesso em: 5 mar. 2026.<br><br>B\u00d6CKENF\u00d6RDE, Ernst-Wolfgang. The rise of the state as a process of secularization. In: B\u00d6CKENF\u00d6RDE, Ernst-Wolfgang. <em>State, society and liberty: studies in political theory and constitutional law<\/em>. New York: Berg, 1991. p. 26-46<br><br>JELLINEK, Georg. <em>Teor\u00eda general del Estado<\/em>. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 2000.<br>Cap\u00edtulo IX &#8211; Origen y desaparici\u00f3n de los estados.<br><br><strong>Opcional<\/strong>:<br>JELLINEK, Georg. Allgemeine Staatslehre. 3. Aufl. ed. Berlin: O.H\u00e4ring, 1914.<br>Neuntes Kapitel &#8211; Entstehung und Untergang des Staates<br><br>B\u00d6CKENF\u00d6RDE, Ernst-Wolfgang. Die Entstehung des Staates als Vorgang der S\u00e4kularisation. In: B\u00d6CKENF\u00d6RDE, Ernst-Wolfgang. <em>Recht, Staat, Freiheit: Studien zur Rechtsphilosophie, Staatstheorie und Verfassungsgeschichte<\/em>. Erweiterte Ausg. Frankfurt: Suhrkamp, 2006. p. 92-114.<br><\/td><\/tr><tr><td>06\/04<\/td><td>Surgimento hist\u00f3rico do conceito de soberania no contexto das guerras religiosas europeias<\/td><td>BODIN, Jean. <em>Os Seis Livros da Rep\u00fablica &#8211; Livro Primeiro<\/em>. S\u00e3o Paulo: \u00cdcone, 2011. (Cole\u00e7\u00e3o Fundamentos do Direito).<br>* Cap\u00edtulo VIII &#8211; Da soberania<br><br>GRIMM, Dieter. Sovereignty: the origin and future of a political and legal concept. New York: Columbia University Press, 2015. (Columbia studies in political thought\/political history).<br>* B &#8211; Development and Function of the Concept of Sovereignty; I &#8211; Bodin\u2019s Significance for the Concept of Sovereignty; II &#8211; Sovereignty in the Constitutional State; III &#8211; External Sovereignty<\/td><\/tr><tr><td>13\/04<\/td><td>A forma\u00e7\u00e3o da ordem internacional como ordem jur\u00eddica assim\u00e9trica<br><\/td><td>SCHMITT, Carl. <em>O Nomos da Terra no direito das gentes do jus publicum europaeum<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Alexandre Franco De S\u00e1 <em>et al.<\/em> Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.<br>* Parte I &#8211; Cinco corol\u00e1rios como introdu\u00e7\u00e3o &#8211; TUDO<br>* Parte II &#8211; A tomada de terra em um novo mundo &#8211; 3 &#8211; T\u00edtulos jur\u00eddico legais da tomada de terra em um novo mundo a) a nova ordem territorial Estado; b) ocupa\u00e7\u00e3o e descobrimento como t\u00edtulos jur\u00eddicos da tomada de terra<br><br><strong>Opcional<\/strong>:<br>SCHMITT, Carl. Staat als ein konkreter, an eine geschichtliche Epoche gebundener Begriff. <em>In:<\/em> SCHMITT, Carl. <br><em>Verfassungsrechtliche Aufs\u00e4tze aus den Jahren 1924-1954: <\/em>Materialenzu einer Verfassunglehre. 4. Aufl. Berlin: Duncker &amp; Humblot, 2003.<\/td><\/tr><tr><td>20\/04<\/td><td><strong>Recesso Tiradentes<\/strong><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>27\/04<\/td><td><br>Raz\u00f5es filos\u00f3ficas da Soberania como instaura\u00e7\u00e3o da ordem<br>Vis\u00e3o mitol\u00f3gico-simb\u00f3lica da Soberania em G\u00eanesis 1<\/td><td>SCHMITT, Carl. <em>Teologia Pol\u00edtica<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Alexandre Franco De S\u00e1. S\u00e3o Lu\u00eds, MA: Livraria Resist\u00eancia Cultural Editora, 2024. (Biblioteca Tradicionalista).<br>* Cap\u00edtulo I &#8211; Defini\u00e7\u00e3o da Soberania<br><br>NOVAES, Roberto. Exposi\u00e7\u00e3o de Osvaldo Luiz Ribeiro acerca de G\u00eanesis 1.<\/td><\/tr><tr><td>04\/05<\/td><td>O sistema-mundo capitalista e a estrutura material do sistema interestatal<\/td><td>GUNDER FRANK, Andre. The Development of Underdevelopment. <em>Monthly Review<\/em>, v. 18, n. 4, p. 17, 2 set. 1966.<br><br><br>WALLERSTEIN, Immanuel. World-system analysis In: WALLERSTEIN, Immanuel. <em>The essential Wallerstein<\/em>. New York: The New Press, 2000. p. 129-148.<br><br><strong>Opcional<\/strong>: WALLERSTEIN, Immanuel. <em>World-systems analysis: <\/em>an introduction. Durham, NC: Duke University Press, 2004.<\/td><\/tr><tr><td>11\/05<\/td><td>Maquinaria, intelecto geral e a base tecnol\u00f3gica da soberania material<\/td><td><br>MARX, Karl. <em>O capital: Livro I<\/em>. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2023. (Marx e Engels).<br>* Cap\u00edtulo 13 &#8211; Maquinaria e grande ind\u00fastria<br><br>MARX, Karl. <em>Grundrisse\u202f: Manuscritos e econ\u00f4micos de 1857 &#8211; 1858\u202f: Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011.<br>* Capital fixo e desenvolvimento das for\u00e7as produtivas da sociedade (&#8220;Maschinefragment&#8221;)<\/td><\/tr><tr><td>18\/05<\/td><td><br>A t\u00e9cnica como proje\u00e7\u00e3o humana: Ernst Kapp e os fundamentos da filosofia da tecnologia<\/td><td>KAPP, Ernst. Elements of a philosophy of technology: on the evolutionary history of culture. Tradu\u00e7\u00e3o Lauren K. Wolfe. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2018. (Posthumanities, 47).<br>* Cap\u00edtulo 1 &#8211; The anthropological scale<br>* Cap\u00edtulo 2 &#8211; The organ projection<br>* Cap\u00edtulo 13 &#8211; The state<br><br>KAPP, Ernst. <em>Grundlinien einer Philosophie der Technik: zur Entstehungsgeschichte der Cultur aus neuen Gesichtspunkten.<\/em> Braunschweig: George Westermann, 1877.<br><br><strong>Opcional<\/strong>: <br>BROCHADO, Mariah. Aurora da Filosofia da Tecnologia em Ernst Kapp e Gilbert Simondon para um esbo\u00e7o cr\u00edtico ao est\u00e1gio atual da experi\u00eancia t\u00e9cnica. Revista Brasileira de Estudos Pol\u00edticos, n. 128, jul. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pos.direito.ufmg.br\/rbep\/index.php\/rbep\/article\/view\/1205\">https:\/\/pos.direito.ufmg.br\/rbep\/index.php\/rbep\/article\/view\/1205<\/a>. Acesso em: 19 fev. 2026.<\/td><\/tr><tr><td>25\/05<\/td><td>A g\u00eanese dos objetos t\u00e9cnicos: a filosofia da tecnologia de Gilbert Simondon<\/td><td>SIMONDON, Gilbert. <em>Do modo de exist\u00eancia dos objetos t\u00e9cnicos<\/em>. Rio de Janeiro: Contraponto, 2020. (Cole\u00e7\u00e3o Arte fissil).<br>* Introdu\u00e7\u00e3o<br>* Primeira Parte \u2013 G\u00eanese e evolu\u00e7\u00e3o dos objetos t\u00e9cnicos<br>* Objeto t\u00e9cnico abstrato e objeto t\u00e9cnico concreto<br>* Condi\u00e7\u00f5es da evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica<\/td><\/tr><tr><td>01\/06<\/td><td>Tecnologia como media\u00e7\u00e3o entre sociedade e natureza: a filosofia da tecnologia de \u00c1lvaro Vieira Pinto<\/td><td>VIEIRA PINTO, \u00c1lvaro. <em>O conceito de tecnologia I<\/em>. Rio de Janeiro: Contraponto, 2020.<br><\/td><\/tr><tr><td>08\/06<\/td><td>Tecnologia, depend\u00eancia e soberania: a cr\u00edtica perif\u00e9rica de \u00c1lvaro Vieira Pinto<\/td><td>VIEIRA PINTO, \u00c1lvaro. <em>O conceito de tecnologia I<\/em>. Rio de Janeiro: Contraponto, 2020.<\/td><\/tr><tr><td>15\/06<\/td><td>Sistemas sociot\u00e9cnicos e engenharia de software<\/td><td>SOMMERVILLE, Ian. <em>Engenharia de software<\/em>. 9. ed. ed. S\u00e3o Paulo: Addison Wesley, 2011.<br>* Cap\u00edtulo 10 &#8211; Sistemas sociot\u00e9cnicos<\/td><\/tr><tr><td>22\/06<\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>29\/06<\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-3e41869c wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div style=\"--wp--block-button--width: 50;\" class=\"wp-block-button is-style-fill has-custom-width wp-block-button__width wp-block-button__width-50\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-align-center wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/materiais-temas-de-teoria-do-estado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Materiais do Curso &#8211; Clique aqui<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trabalho Final \u2013 Estudo de Caso sobre Depend\u00eancia Tecnol\u00f3gica e Soberania<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho final da disciplina consistir\u00e1 na elabora\u00e7\u00e3o de um estudo de caso sobre uma tecnologia da informa\u00e7\u00e3o ou infraestrutura digital relevante para a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social contempor\u00e2nea. O objetivo \u00e9 analisar, a partir das categorias te\u00f3ricas discutidas ao longo do curso, de que maneira determinadas tecnologias estruturam rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia tecnol\u00f3gica e quais s\u00e3o suas implica\u00e7\u00f5es para a soberania nacional em sentido material.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo dever\u00e1 ter entre 10 e 12 p\u00e1ginas, exclu\u00eddas as refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas, e dever\u00e1 mobilizar conceitos e argumentos trabalhados nas aulas, tais como: soberania, sistema-mundo, for\u00e7as produtivas, filosofia da tecnologia e sistemas sociot\u00e9cnicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada aluno dever\u00e1 escolher uma tecnologia ou infraestrutura espec\u00edfica e analis\u00e1-la como estudo de caso. Entre os poss\u00edveis temas encontram-se, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 sistemas de intelig\u00eancia artificial e grandes modelos de linguagem<br>\u2013 plataformas de trabalho digital (Uber, iFood, etc.)<br>\u2013 marketplaces digitais (Amazon, Mercado Livre, etc.)<br>\u2013 servi\u00e7os de streaming<br>\u2013 infraestruturas de meios de pagamento<br>\u2013 sistemas operacionais m\u00f3veis ou de computadores<br>\u2013 redes sociais e plataformas de dados<br>\u2013 servi\u00e7os de computa\u00e7\u00e3o em nuvem<br>\u2013 ecossistemas de aplicativos e lojas digitais<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros temas podem ser escolhidos, desde que relacionados \u00e0 depend\u00eancia tecnol\u00f3gica contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Estrutura sugerida do trabalho<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo dever\u00e1 apresentar, de forma organizada, quatro dimens\u00f5es anal\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, uma descri\u00e7\u00e3o da tecnologia ou infraestrutura analisada. O aluno dever\u00e1 explicar o funcionamento b\u00e1sico da tecnologia escolhida, identificar seus principais atores econ\u00f4micos e institucionais, e indicar sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica ou social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, o trabalho dever\u00e1 situar essa tecnologia na estrutura de camadas sociot\u00e9cnicas, conforme discutido na disciplina a partir da engenharia de software e das an\u00e1lises de sistemas sociot\u00e9cnicos. O objetivo \u00e9 identificar em quais camadas se localiza o controle tecnol\u00f3gico predominante \u2014 por exemplo, infraestrutura f\u00edsica, sistemas operacionais, plataformas digitais, aplica\u00e7\u00f5es ou dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O terceiro passo consiste em analisar a posi\u00e7\u00e3o do Brasil nessa estrutura tecnol\u00f3gica, identificando elementos de depend\u00eancia tecnol\u00f3gica. O aluno dever\u00e1 examinar, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 quem controla a infraestrutura tecnol\u00f3gica essencial<br>\u2013 onde est\u00e3o localizadas as empresas dominantes<br>\u2013 quem controla os dados e algoritmos<br>\u2013 quais padr\u00f5es t\u00e9cnicos ou plataformas estruturam o sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, o trabalho dever\u00e1 discutir os riscos ou implica\u00e7\u00f5es dessa depend\u00eancia para a soberania nacional, entendida no sentido material desenvolvido ao longo da disciplina. Essa an\u00e1lise pode considerar aspectos como:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 capacidade do Estado de regular ou intervir na tecnologia<br>\u2013 depend\u00eancia de infraestrutura estrangeira<br>\u2013 concentra\u00e7\u00e3o de dados fora do territ\u00f3rio nacional<br>\u2013 vulnerabilidade econ\u00f4mica ou informacional<br>\u2013 impacto sobre autonomia tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Objetivo anal\u00edtico<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo do trabalho n\u00e3o \u00e9 apenas descrever uma tecnologia, mas analis\u00e1-la como estrutura sociot\u00e9cnica de poder, articulando o estudo emp\u00edrico com os conceitos discutidos na disciplina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espera-se que o aluno mobilize, quando pertinente, refer\u00eancias te\u00f3ricas trabalhadas no curso, como:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 a an\u00e1lise do sistema-mundo e das rela\u00e7\u00f5es centro-periferia<br>\u2013 a filosofia da tecnologia<br>\u2013 a no\u00e7\u00e3o de infraestrutura sociot\u00e9cnica<br>\u2013 a rela\u00e7\u00e3o entre tecnologia e soberania.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os trabalhos ser\u00e3o avaliados com base nos seguintes crit\u00e9rios:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 clareza na descri\u00e7\u00e3o da tecnologia analisada<br>\u2013 capacidade de aplicar os conceitos discutidos na disciplina<br>\u2013 identifica\u00e7\u00e3o adequada das estruturas de depend\u00eancia tecnol\u00f3gica<br>\u2013 qualidade da argumenta\u00e7\u00e3o e da an\u00e1lise cr\u00edtica<br>\u2013 organiza\u00e7\u00e3o do texto e uso adequado de refer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BROCHADO, Mariah. Aurora da Filosofia da Tecnologia em Ernst Kapp e Gilbert Simondon para um esbo\u00e7o cr\u00edtico ao est\u00e1gio atual da experi\u00eancia t\u00e9cnica. Revista Brasileira de Estudos Pol\u00edticos, n. 128, jul. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pos.direito.ufmg.br\/rbep\/index.php\/rbep\/article\/view\/1205\">https:\/\/pos.direito.ufmg.br\/rbep\/index.php\/rbep\/article\/view\/1205<\/a>. Acesso em: 19 fev. 2026.<br>BODIN, Jean. Os Seis Livros da Rep\u00fablica \u2013 Livro Primeiro. S\u00e3o Paulo: \u00cdcone, 2011. (Cole\u00e7\u00e3o Fundamentos do Direito).<br>GRIMM, Dieter. Sovereignty: the origin and future of a political and legal concept. New York: Columbia University Press, 2015. (Columbia studies in political thought\/political history).<br>KAPP, Ernst. Elements of a philosophy of technology: on the evolutionary history of culture. Tradu\u00e7\u00e3o Lauren K. Wolfe. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2018. (Posthumanities, 47).<br>KAPP, Ernst. Grundlinien einer Philosophie der Technik: zur Entstehungsgeschichte der Cultur aus neuen Gesichtspunkten. Braunschweig: George Westermann, 1877.<br>MARX, Karl. Grundrisse\u202f: Manuscritos e econ\u00f4micos de 1857 \u2013 1858\u202f: Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011.<br>MARX, Karl. O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, livro I: o processo de produ\u00e7\u00e3o do capital. 3. ed. S\u00e3o Paulo, SP: Boitempo, 2023. (Marx e Engels).<br>NOVAES, Roberto Vasconcelos. Reflex\u00f5es sobre a Hist\u00f3ria do Estado para o Cientista do Estado. Revista de Ci\u00eancias do Estado, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 1\u201338, 2025. DOI: 10.35699\/2525-8036.2025.61823. Dispon\u00edvel em: https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/revice\/article\/view\/e61823. Acesso em: 5 mar. 2026.<br>SCHMITT, Carl. O Nomos da Terra no direito das gentes do jus publicum europaeum. Tradu\u00e7\u00e3o Alexandre Franco De S\u00e1 et al. 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