{"id":675,"date":"2018-10-10T08:54:25","date_gmt":"2018-10-10T11:54:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/?p=675"},"modified":"2019-09-02T14:30:46","modified_gmt":"2019-09-02T17:30:46","slug":"pessoa-natural-existencia-e-personalidade-instituicoes-de-direito-romano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/2018\/10\/10\/pessoa-natural-existencia-e-personalidade-instituicoes-de-direito-romano\/","title":{"rendered":"Pessoa Natural &#8211; Exist\u00eancia e Personalidade &#8211; Institui\u00e7\u00f5es de Direito Romano"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leitura e links para a aula:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/KASER-MAX-Direito-Privado-Romano-Capitulo-2-Pessoas.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">KASER, Max. <em>Direito Romano Privado<\/em>. Cap\u00edtulo 2. Direito das Pessoas. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1999<\/a>. [Portugu\u00eas]<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Digesto, XXV, 4 <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tradu\u00e7\u00f5es nossas, baseadas no texto original de Scott, 1932.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"\"><tbody><tr><td>De inspiciendo ventre custodiendoque partu.<br>Ulpianus libro 24 ad edictum <br><\/td><td>No que diz respeito ao exame das mulheres gr\u00e1vidas e aos cuidados do parto.<br><\/td><\/tr><tr><td>Temporibus divorum fratrum cum hoc incidisset, ut maritus quidem praegnatem mulierem diceret, uxor negaret, consulti Valerio Prisciano praetori urbano rescripserunt in haec verba: &#8220;Novam rem desiderare Rutilius Severus videtur, ut uxori, quae ab eo diverterat et se non esse praegnatem profiteatur, custodem apponat, et ideo nemo mirabitur, si nos quoque novum consilium et remedium suggeramus. Igitur si perstat in eadem postulatione, commodissimum est eligi honestissimae feminae domum, in qua domitia veniat, et ibi tres obstetrices probatae et artis et fidei, quae a te adsumptae fuerint, eam inspiciant. Et si quidem vel omnes vel duae renuntiaverint praegnatem videri, tunc persuadendum mulieri erit, ut perinde custodem admittat atque si ipsa hoc desiderasset: quod si enixa non fuerit, sciat maritus ad invidiam existimationemque suam pertinere, ut non immerito possit videri captasse hoc ad aliquam mulieris iniuriam. Si autem vel omnes vel plures non esse gravidam renuntiaverint, nulla causa custodiendi erit&#8221;.<\/td><td>No tempo dos Irm\u00e3os Divinos apareceu um marido que declarou que sua esposa estava gr\u00e1vida, mas ela negou, e os imperadores, consultados sobre o assunto, dirigiram um Rescrito a Val\u00e9rio Prisciano, o Pretor Urbano, nos seguintes termos. &#8220;Rutilius Severus parece pedir algo extraordin\u00e1rio ao solicitar um guardi\u00e3o para sua esposa, que \u00e9 divorciada dele e que afirma que n\u00e3o est\u00e1 gr\u00e1vida. Portanto, ningu\u00e9m ficar\u00e1 surpreso se tamb\u00e9m sugerirmos um novo plano e um rem\u00e9dio. Se o marido persistir em sua demanda, ser\u00e1 mais conveniente que a casa de uma mulher respeit\u00e1vel seja escolhida para a qual Dom\u00edcia possa ir, e que tr\u00eas parteiras, experientes em sua profiss\u00e3o e dignas de confian\u00e7a, depois de escolhidas por voc\u00ea, examin\u00e1-la. E se todos eles, ou apenas dois, anunciarem que ela parece estar gr\u00e1vida, ent\u00e3o a mulher deve ser persuadida a receber um cuidador, como se ela pr\u00f3pria tivesse pedido. O marido saber\u00e1 que incorrer\u00e1 em desonra e que a sua reputa\u00e7\u00e3o estar\u00e1 envolvida, e n\u00e3o ser\u00e1 injustific\u00e1vel que tenha inventado isso para prejudicar a esposa, se, no entanto, todas as mulheres ditas ou a maioria delas , declarar que a mulher n\u00e3o est\u00e1 gr\u00e1vida, e n\u00e3o haver\u00e1 raz\u00e3o para a nomea\u00e7\u00e3o de um custodiante &#8220;.<\/td><\/tr><tr><td> (1) Ex hoc rescripto evidentissime apparet senatus consulta de liberis agnoscendis locum non habuisse, si mulier dissimularet se praegnatem vel etiam negaret, nec immerito: partus enim antequam edatur, mulieris portio est vel viscerum. Post editum plane partum a muliere iam potest maritus iure suo filium per interdictum desiderare aut exhiberi sibi aut ducere permitti. Extra ordinem igitur princeps in causa necessaria subvenit. <\/td><td>(1) \u00c9 perfeitamente evidente a partir deste rescrito que os decretos do Senado relativos ao reconhecimento de crian\u00e7as n\u00e3o se aplicam, se a mulher fingiu que estava gr\u00e1vida, ou at\u00e9 mesmo negou que fosse esse o caso. E isso n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel, <strong>pois a crian\u00e7a \u00e9 uma parte da mulher, ou de suas entranhas, antes de nascer.<\/strong> Depois que nasce, no entanto, \u00e9 claro que o marido pode, de acordo com seus direitos, por meio de um interdito, exigir que a crian\u00e7a seja trazida \u00e0 sua presen\u00e7a, ou que ele seja permitido por um procedimento extraordin\u00e1rio a remover isto. Portanto, o Imperador chega ao seu al\u00edvio quando \u00e9 necess\u00e1rio.<\/td><\/tr><tr><td>(2) Secundum quod rescriptum evocari mulier ad praetorem poterit et apud eum interrogari, an se putet praegnatem, cogendaque erit respondere.<\/td><td>(2) De acordo com este rescrito, uma mulher pode ser convocada perante o Pretor e, tendo sido interrogada se ela acredita que est\u00e1 gr\u00e1vida, pode ser obrigada a responder.<\/td><\/tr><tr><td>(3) Quid ergo, si non responderit aut non veniat ad praetorem? Numquid senatus consulti poenam adhibemus, scilicet ut liceat marito non agnoscere? Sed finge non esse eo contentum maritum, qui se patrem potius optet quam carere filio velit. Cogenda igitur erit remediis praetoris et in ius venire, si venit, respondere: pignoraque eius capienda et distrahenda, si contemnat, vel multis coercenda.<\/td><td>(3) O que deve ser feito caso ela n\u00e3o responda, ou n\u00e3o compare\u00e7a perante o Pretor? Aplicaremos a pena fixada pelo Decreto do Senado, ou seja, que o marido tenha o direito de n\u00e3o reconhecer a crian\u00e7a? Mas suponha que o marido n\u00e3o esteja contente com isso e que prefira ser pai em vez de ser privado de seu filho? Ent\u00e3o a mulher ser\u00e1 compelida pela autoridade do Pretor a entrar em tribunal, e se ela vier, responder; e se ela recusar, seus bens ser\u00e3o levados em execu\u00e7\u00e3o e vendidos, ou ela ser\u00e1 punida com multa.<\/td><\/tr><tr><td>(4) Quid ergo, si interrogata dixerit se praegnatem? Ordo senatus consultis expositus sequetur. Quod si negaverit, tunc secundum hoc rescriptum praetor debebit obstetrices adhibere.<\/td><td>(4) Mas e se, tendo sido interrogada, ela dissesse que est\u00e1 gr\u00e1vida? O curso prescrito pelo Decreto do Senado deve ent\u00e3o ser seguido. Se, no entanto, ela deve negar que est\u00e1 gr\u00e1vida, ent\u00e3o, de acordo com este rescrito, o Pretor deve convocar as parteiras.<\/td><\/tr><tr><td>(5) Et notandum, quod non permittitur marito vel mulieri obstetricem adhibere, sed omnes a praetore adhibendae sunt.<\/td><td>(5) Deve-se notar que nem o marido nem a esposa podem convocar parteiras, mas devem <strong>todas ser convocadas pelo Pretor<\/strong>.<\/td><\/tr><tr><td>(6) Item praetor domum honestae matronae eligere debet, in qua mulier veniat, ut possit inspici.<\/td><td>(6) O Pretor tamb\u00e9m deve selecionar a casa da respeit\u00e1vel matrona para a qual a mulher deve ir, a fim de que ela possa ser examinada.<\/td><\/tr><tr><td>(7) Quid ergo, si inspici se non patiatur vel ad domum non veniat? Aeque praetoris auctoritas interveniet.<\/td><td>(7) O que deve ser feito se a mulher n\u00e3o se permitir ser examinada ou se recusar a ir \u00e0 casa? Sob estas circunst\u00e2ncias, a <strong>autoridade do Pretor tamb\u00e9m deve ser invocada<\/strong>.<\/td><\/tr><tr><td>(8) Si omnes vel plures renuntiaverint praegnatem non esse, an mulier possit iniuriarum experiri ex hac causa? Et magis puto agere eam iniuriarum posse, sic tamen, si iniuriae faciendae causa id maritus desideravit: ceterum si non iniuriae faciendae animo, sed quia iuste credidit vel nimio voto liberorum suscipiendorum ductus est vel ipsa eum illexerat ut crederet, quod constante matrimonio hoc fingebat, aequissimum erit ignosci marito.<\/td><td>(8) Se todas, ou a maioria das parteiras, declararem que a mulher n\u00e3o est\u00e1 gr\u00e1vida, ela pode propor uma a\u00e7\u00e3o por causa da inj\u00faria cometido? Eu acho que a melhor opini\u00e3o \u00e9 que ela pode propor tal a\u00e7\u00e3o, desde que, no entanto, seu marido, ao tomar este caminho, desejasse causar seu preju\u00edzo. Mas se ele n\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o de feri-la, mas, na verdade, acreditava que ela estava gr\u00e1vida, tendo sido influenciada por um desejo extremo de ter filhos, ou porque ela mesma induziu-o a pensar assim, tendo durante o casamento fingido que este era o caso, ser\u00e1 perfeitamente justo que o marido seja desculpado.<\/td><\/tr><tr><td>(9) Meminisse autem oportet tempus non esse praestitutum rescripto, quamvis in senatus consultis de liberis agnoscendis triginta dies praestituantur mulieri. Quid ergo? Semper dicemus marito licere uxorem ad praetorem evocare, an vero et ipsi triginta dies praestituimus? Et putem praetorem causa cognita debere maritum et post triginta dies audire.<\/td><td>(9) Al\u00e9m disso, deve-se lembrar que nenhum tempo foi fixado pelo rescrito, embora nos Decretos do Senado referentes ao reconhecimento de crian\u00e7as tenha sido estabelecido o prazo de trinta dias para a mulher anunciar sua gravidez. O que ent\u00e3o deveria ser feito? Devemos dizer que o marido pode sempre convocar sua esposa antes do Pretor ou devemos nomear trinta dias para que ele o fa\u00e7a? Eu acho que, quando a causa apropriada \u00e9 mostrada, o Pretor tamb\u00e9m deve ouvir o marido depois de trinta dias.<\/td><\/tr><tr><td>(10) De inspiciendo ventre custodiendoque partu sic praetor ait: &#8220;Si mulier mortuo marito praegnatem se esse dicet, his ad quos ea res pertinebit procuratorive eorum bis in mense denuntiandum curet, ut mittant, si velint, quae ventrem inspicient. <br><br>Mittantur autem mulieres liberae dumtaxat quinque haeque simul omnes inspiciant, dum ne qua earum dum inspicit invita muliere ventrem tangat. <br><br>Mulier in domu honestissimae feminae pariat, quam ego constituam. Mulier ante dies triginta, quam parituram se putat, denuntiet his ad quos ea res pertinet procuratoribusve eorum, ut mittant, si velint, qui ventrem custodiant. In quo conclavi mulier paritura erit, ibi ne plures aditus sint quam unus: si erunt, ex utraque parte tabulis praefigantur.<br><br>Ante ostium eius conclavis liberi tres et tres liberae cum binis comitibus custodiant. Quotienscumque ea mulier in id conclave aliudve quod sive in balineum ibit, custodes, si volent, id ante prospiciant et eos qui introierint excutiant. <br><br>Custodes, qui ante conclave positi erunt, si volunt, omnes qui conclave aut domum introierint excutiant. <br><br>Mulier cum parturire incipiat, his ad quos ea res pertinet procuratoribusve eorum denuntiet, ut mittant, quibus praesentibus pariat. Mittantur mulieres liberae dumtaxat quinque, ita ut praeter obstetrices duas in eo conclavi ne plures mulieres liberae sint quam decem, ancillae quam sex. <br><br>Hae quae intus futurae erunt excutiantur omnes in eo conclavi, ne qua praegnas sit. &#8220;Tria lumina ne minus ibi sint&#8221;, scilicet quia tenebrae ad subiciendum aptiores sunt. <br><br>&#8220;Quod natum erit, his ad quos ea res pertinet procuratoribusve eorum, si inspicere volent, ostendatur. Apud eum educatur, apud quem parens iusserit. Si autem nihil parens iusserit aut is, apud quem voluerit educari, curam non recipiet: apud quem educetur, causa cognita constituam. <br><br>Is apud quem educabitur quod natum erit, quoad trium mensum sit, bis in mense, ex eo tempore quoad sex mensum sit, semel in mense, a sex mensibus quoad anniculus fiat, alternis mensibus, ab anniculo quoad fari possit, semel in sex mensibus ubi volet ostendat. Si cui ventrem inspici custodirive adesse partui licitum non erit factumve quid erit, quo minus ea ita fiant, uti supra compprehensum est: ei quod natum erit possessionem causa cognita non dabo. Sive quod natum erit, ut supra cautum est, inspici non licuerit, quas utique actiones me daturum polliceor his quibus ex edicto meo bonorum possessio data sit, eas, si mihi iusta causa videbitur esse, ei non dabo&#8221;.<\/td><td>(10) Com refer\u00eancia ao exame de uma mulher gr\u00e1vida, e as precau\u00e7\u00f5es a serem tomadas no momento do parto, o Pretor diz: &#8220;Se uma mulher, ap\u00f3s a morte de seu marido, declarar que est\u00e1 gr\u00e1vida, ela deve tomar o cuidado de notificar as partes interessadas ou seu agente, duas vezes no m\u00eas subseq\u00fcente \u00e0 sua morte, para que possam enviar pessoas para examin\u00e1-la, se assim o desejarem. <br><br>Ser\u00e3o enviadas mulheres livres no n\u00famero de cinco, e todas eles far\u00e3o o exame uma vez, mas nenhuma, enquanto estiverem fazendo o exame, <strong>tocar\u00e1 o ventre da mulher sem o seu consentimento.<\/strong> <br><br>A mulher ser\u00e1 entregue na casa de uma respeit\u00e1vel matrona, a quem eu designarei. Trinta dias antes do parto ela deve notificar as partes interessadas ou seus agentes para enviar pessoas para estarem presentes em seu parto, se eles desejarem faz\u00ea-lo. Deve haver apenas uma entrada para a sala onde a mulher deve ser entregue e se houver mais, ela dever\u00e3o ser fechadas por t\u00e1buas. <br><br>Diante da porta desta sala, tr\u00eas homens livres e tr\u00eas mulheres livres, juntamente com dois companheiros, devem vigiar. Toda vez que a dita mulher entrar nesta sala, ou em qualquer outra, ou for ao banheiro, os custodiantes podem previamente fazer um exame dela, se assim desejarem, e tamb\u00e9m revistar quaisquer pessoas que possam entrar nela. <br><br>Os guardi\u00f5es que s\u00e3o colocados em frente \u00e0 sala podem revistar todas as pessoas que entram nela ou na casa, se assim o desejarem. <br><br>Quando a mulher come\u00e7ar dar a luz seu filho, ela deve notificar todas as partes interessadas, ou seus agentes, a fim de que possam enviar pessoas para estar presentes em seu parto. Ser\u00e3o enviadas pelo n\u00famero de cinco mulheres livres, de modo que, al\u00e9m de duas parteiras, n\u00e3o haja mais de dez mulheres livres, nem mais de seis escravas. <br><br>Todas aquelas que estiverem presentes na sala devem ser revistadas, por receio de que uma delas possa estar gr\u00e1vida. N\u00e3o haver\u00e1 menos de tr\u00eas luzes na referida sala, porque a escurid\u00e3o \u00e9 melhor adaptada para a substitui\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a. <br><br>Quando a crian\u00e7a nascer, ela dever\u00e1 ser mostrada \u00e0s partes interessadas, ou a seus agentes, se desejarem inspecion\u00e1-la. Ser\u00e1 criado por quem o pai designar. Se o pai n\u00e3o der instru\u00e7\u00f5es a esse respeito, ou a pessoa por quem ele deseja ser educado n\u00e3o se encarregar\u00e1 dele, isso ser\u00e1 feito por algu\u00e9m por mim designado, depois que a causa apropriada for mostrada. <br><br>A pessoa por quem a crian\u00e7a deve ser criada a apresentar\u00e1, depois de ter atingido a idade de tr\u00eas meses, duas vezes por m\u00eas at\u00e9 os seis meses de idade; e uma vez por m\u00eas, e a partir dos seis meses de idade at\u00e9 atingir a idade de um ano, ser\u00e1 produzido a cada dois meses; e depois de completar um ano, at\u00e9 que ele possa falar, ele deve exibi-lo uma vez a cada seis meses, onde quer que ele deseje. Se as partes interessadas n\u00e3o tiverem permiss\u00e3o para examinar a mulher e para vigi\u00e1-la, ou para estar presente ao seu parto, e nada for feito para impedir o que est\u00e1 exposto acima, n\u00e3o concederei permiss\u00e3o para a posse da crian\u00e7a depois que eu tomei conhecimento do caso, nem o farei onde a crian\u00e7a n\u00e3o possa ser examinada, como \u00e9 fornecido anteriormente. Onde me parece que existe uma boa raz\u00e3o, n\u00e3o concederei aquelas a\u00e7\u00f5es que prometo \u00e0queles a quem a propriedade foi dada de acordo com o meu Edito. &#8220;<\/td><\/tr><tr><td>(11) Quamvis sit manifestissimum edictum praetoris, attamen non est neglegenda interpretatio eius.<\/td><td>(11) Embora o Edito do Pretor esteja perfeitamente claro, ainda assim sua interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser negligenciada.<\/td><\/tr><tr><td>(12) Denuntiare igitur mulierem oportet his scilicet, quorum interest partum non edi, vel totam habituris hereditatem vel partem eius sive ab intestato sive ex testamento.<\/td><td>(12) Assim, a mulher deve notificar as partes interessadas, isto \u00e9, aqueles cujo interesse \u00e9 que ela n\u00e3o deve ter filhos, ou aqueles que t\u00eam direito a toda a propriedade ou a uma parte dela, seja como herdeiros da lei ou sob a vontade.<\/td><\/tr><tr><td>(13) Sed et si servus heres institutus fuerit, si nemo natus sit, aristo scribit, huic quoque servo quamvis non omnia, quaedam tamen circa partum custodiendum arbitrio praetoris esse concedenda. Quam sententiam puto veram: publice enim interest partus non subici, ut ordinum dignitas familiarumque salva sit: ideoque etiam servus iste, cum sit in spe constitutus successionis, qualisqualis sit, debet audiri rem et publicam et suam gerens.<\/td><td>(13) Se, no entanto, um escravo tiver sido nomeado herdeiro e n\u00e3o houver filhos; Aristo afirma que, neste caso, est\u00e1 no poder do Pretor permitir que ele tome n\u00e3o todos, mas algumas das precau\u00e7\u00f5es com refer\u00eancia ao parto. Eu acho que esta opini\u00e3o est\u00e1 correta. Pois \u00e9 do interesse do p\u00fablico que n\u00e3o haja substitui\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a, a fim de que a honra das pessoas de posi\u00e7\u00e3o social, assim como das fam\u00edlias, possa ser preservada. Portanto, quando um escravo desse tipo tiver sido designado com a expectativa da sucess\u00e3o, ele deve ser ouvido; n\u00e3o importa qual seja a sua posi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que ele est\u00e1 agindo tanto no interesse p\u00fablico quanto no dele.<\/td><\/tr><tr><td>(14) Denuntiari autem oportet his, quos proxima spes successionis contingit, ut puta primo gradu heredi instituto (non etiam substituto) et, si intestatus pater familias sit, ei qui primum locum ab intestato tenet: si vero plures sint simul successuri, omnibus denuntiandum est.<\/td><td><br>(14) Al\u00e9m disso, devem tamb\u00e9m ser notificados aqueles que s\u00e3o os seguintes na linha de sucess\u00e3o; como, por exemplo, o herdeiro designado em primeiro grau, mas n\u00e3o aquele que foi substitu\u00eddo; e se o chefe da fam\u00edlia morreu intestado, devem ser notificados quem ocupa o primeiro lugar na linha de sucess\u00e3o. Onde, no entanto, existem v\u00e1rios que t\u00eam o direito de ter sucesso ao mesmo tempo, todos eles devem ser notificados.<\/td><\/tr><tr><td>(15) Quod autem praetor ait causa cognita se possessionem non daturum vel actiones denegaturum, eo pertinet, ut, si per rusticitatem aliquid fuerit omissum ex his quae praetor servari voluit, non obsit partui. Quale est enim, si quid ex his, quae leviter observanda praetor edixit, non sit factum, partui denegari bonorum possessionem: sed mos regionis inspiciendus est, et secundum eum et observari ventrem et partum et infantem oportet.<\/td><td>(15) Novamente, quando o Pretor diz que ele n\u00e3o conceder\u00e1 a possess\u00e3o depois de ter tomado conhecimento do caso, ou que ele recusar\u00e1 certas a\u00e7\u00f5es, isto se refere a um caso em que, por ignor\u00e2ncia, alguma provis\u00e3o foi negligenciada daquelas que o Pretor desejava que fosasem observadas; mas isso n\u00e3o prejudica os direitos da crian\u00e7a. Que tipo de regra seria se uma das formalidades insignificantes que o Pretor declara que devem ser observadas n\u00e3o fosse executada, e a propriedade fosse recusada \u00e0 crian\u00e7a? O costume reginal deve ser seguido e, de acordo com ele, a mulher deve ser examinada, e a entrega e o parto da cria\u00e7a devem ser observados.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leitura e links para a aula: KASER, Max. Direito Romano Privado. Cap\u00edtulo 2. Direito das Pessoas. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1999. [Portugu\u00eas] Digesto, XXV, 4 Tradu\u00e7\u00f5es nossas, baseadas no texto original de Scott, 1932. De inspiciendo ventre custodiendoque partu.Ulpianus libro 24 ad edictum No que diz respeito ao exame das mulheres gr\u00e1vidas e aos cuidados [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":676,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4,5],"tags":[49,42,48,47],"class_list":["post-675","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-romano","category-disciplinas","tag-digesto","tag-direito-romano","tag-nascituro","tag-pessoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=675"}],"version-history":[{"count":40,"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1498,"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675\/revisions\/1498"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.robertonovaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}